Entrevista | Organic Anagram

A primeira vez que falei com o Miguel Meruje foi em dois mil e sete, na altura tinha um projecto musical que fugia um pouco daquilo que eu próprio costumava ouvir e talvez por isso me tenha aguçado a curiosidade. Esse projecto chamava-se Organic Anagram e para o Miguel era como um escape da vida quotidiana e onde passava algum do tempo livre a juntar sons que resultavam em músicas. Não é uma tarefa fácil rotular o som de Organic Anagram, era uma mistela de sons e frases, ritmos e batidas, entre a música de dança e a ambiental, sendo o experimentalismo o expoente máximo.

Na primeira década do novo milénio as netlabels estavam no seu auge e foi através desse veículo de divulgação e promoção que Organic Anagram se mostrou ao mundo. Primeiro em dois mil e sete com o EP Despair And Solitude com selo da Enough Records. Ainda no mesmo ano editou o primeiro álbum London By Night, desta vez editado pela Test Tube. Em dois mil e nove, pela Mimi Records, editou o segundo longa duração Surrealism Landscape.

Para além de compositor, Miguel é um ávido consumidor de música nos seus mais variados estilos, que vão do rap ao black metal, passando pela pop e o barroco. Foi uma conversa bastante enriquecedora e como seria de esperar esta desenrolou-se facilmente e pelos mais diversos temas, incluindo o silêncio e a teoria da música perfeita.

Jorge Resende

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